Apelo

Esforço coletivo para encontrar a jovem Mirella Gomes

Familiares e amigos da estudante de Nutrição da UFPel clamam por apoio da comunidade; Polícia Civil investiga o caso

Reprodução -

A palavra é apelo. Familiares e amigos de Mirella Pinto da Mota Gomes, 18, clamam por informações do paradeiro da jovem desaparecida desde a manhã da sexta-feira, 27 de julho, quando foi deixada na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no bairro Fragata. Dali em diante começa a série de indagações que permanecem sem respostas e alastram angústia. Vídeos e fotos são compartilhados nas redes sociais, cartazes ganham as ruas e panfletos passam a ser entregues de porta em porta em um grande mutirão para encontrar a estudante de Nutrição.

A irmã gêmea de Mirella, Mariana Gomes, conversou com o Diário Popular na tarde de sexta-feira. Por telefone, falou sobre a rotina das duas e uma vida bastante focada nos estudos. No terceiro semestre da Faculdade de Nutrição, nos últimos tempos Mirella tem cogitado trocar de curso; tanto que se inscreveu para o próximo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Quem sabe para tentar uma vaga em Odontologia ou em Psicologia.

"Ela já não tinha certeza da profissão que queria seguir. Andava meio perturbada, estressada com a reta final de semestre. Já não comia nem dormia direito", conta a irmã. E não que Mirella precisasse recuperar notas. As médias giram em torno dos 9, 10. Um desempenho que se mantém assim desde o ingresso. A estudante conquistou uma cadeira no Ensino Superior em 1º lugar pelo Programa de Avaliação da Vida Escolar (Pave). É exigente. Dedicada. Cumpre, inclusive, monitoria na área de Histologia, mesma tarefa que não chegou a realizar naquela manhã.

Professores e colegas confirmam: Mirella não esteve em sala de aula no dia 27 de julho. O pai e a irmã a largaram na Famed e se dirigiram ao Campus do Capão do Leão, onde Mariana teria prova no curso de Biotecnologia. "Estávamos com pressa, mas olhei para trás e ela estava entrando no portão principal", garante a acadêmica.

Um dia a dia sem sobressaltos
Mirella não costuma andar sozinha. Em geral, as gêmeas estão acompanhadas de familiares ou amigos. E para evitar situações de risco, quando necessário, acionam um taxista de confiança dos Gomes. Na sexta-feira, no final da manhã, ao contrário do que o pai esperava, Mirella não ligou para que a buscasse. E, assim que a família disparou os contatos para saber onde e como estava, o telefone celular já estava desligado. Começava a angústia.

A jovem não tem desafetos. Não tem namorado e nem comentou ter conhecido alguém diferente. "A minha irmã sempre foi muito reservada. Nunca gostou nem de colocar foto de perfil nas redes sociais", reforça Mariana. Familiares que vivem em Rio Grande, Camaquã e Porto Alegre já foram acionados, mas não há notícias. Restam fé e esperança de encontrá-la bem.

Colabore!
Mirella Pinto da Mota Gomes, 18, tem cabelos castanhos compridos e estatura baixa: mede 1,55 metro. Naquela manhã, estava com o cabelo preso, vestia jaqueta cinza, calça azul-marinho larga, botas de cor marrom e usava lenço lilás e uma bolsa preta. A jovem também carregava o jaleco da Faculdade de Nutrição, com o nome bordado. Mais informações podem ser repassadas pelos telefones (53) 99987-0763 e 98135-1903.

Investigação
A Polícia Civil investiga o caso. Além de colher depoimentos, a equipe também imagens. O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, Félix Rafanhim, preferiu não comentar o trabalho para não prejudicar as investigações. O delegado limitou-se a mencionar o quadro de depressão da estudante e assegurou que todas as informações repassadas pela comunidade estão sendo averiguadas.
Você também pode colaborar. Ligue para o telefone (53) 3310-8168. Não é preciso se identificar.

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